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Brasileiros criam embalagens ecológicas

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economia circular

O uso do plástico já faz parte da modernidade por sua praticidade e baixo custo, Por outro lado, ambientalistas vêm alertando para o custo ambiental do excesso do uso e, pior do que isso, das consequências sobre sua não reutilização e reciclagem ou descarte incorreto.

Por isso, cada vez mais ganham importância as iniciativas no sentido de trazer de volta o plástico à economia, seja por meio de embalagens que o consumidor pode aproveitar em casa, sem descartar, seja pela viabilidade econômica de sua reciclagem. Ou ainda pela qualidade biodegradável do material utilizado, ou seja, a capacidade de se decompor com mais rapidez e sem contaminação de solo, água ou ar.

Dessa forma, no mundo todo tem sido realizados concursos e prêmios de incentivo para designers e engenheiros que proponham embalagens sustentáveis.

No ano passado, o brasileiro Allan Gomes venceu um dos prêmios – o Beyond Plastic (“Além do Plástico”) Award, com a proposta de uma embalagem de pasta de dente que impede o desperdício, usa tintas não tóxicas e ainda se decompõe no ambiente. Mais do que isso, a Coolpaste – nome dado ao projeto – não vem envolta em uma caixa de papelão como a maioria das disponíveis hoje no mercado e que representam um desperdício de material e energia para sua produção.

Esse ano, outras duas equipes brasileiras se destacaram.

“Solo packaging”, desenvolvida por Ana Clara Argento, Mateus de Freitas Viana, Yago Bunim, na categoria “Impacto Prático”. Eles propõem uma embalagem para delivery feita com folhas secas da palmeira, ou seja, folhas que caem naturalmente das árvore e cujo material pode ser reaproveitado para a produção das embalagens, totalmente biodegradáveis.

Já a brasileira Julia Correia venceu na categoria “Solução mais bonita” com a Embalagem para petiscos, feita de celulose bacteriana e casca de ovo. Além de abundante na natureza e totalmente compostável, o material  tem baixo custo. Foi desenvolvido em parceria com o Ponto Design, um laboratório experimental que desenvolve materiais com celulose bacteriana e sobras de comida da região. O objetivo era desenvolver uma solução com impacto menos negativo no meio ambiente do que embalagens plásticas de uso único.

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