Siga-nos

História

Assembleia reúne documentos da “Revolução de 1932”

Publicado

em

Na Vila Mariana, em frente ao principal parque da cidade – o Ibirapuera – está o Palácio 9 de Julho. Embora muitos não saibam, este é o nome do edifício sede da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde se reunem os deputados estaduais para legislar. Mas, o prédio é também sede de uma importante documentação dos 180 anos de história da própria Assembleia.
Esta semana, quando se comemora o dia da Revolução Constitucionalista de 1932, a Divisão de Acervo Histórico do Departamento de Documentação e Informação (DDI) anunciou que passa a disponibilizar ao público o inventário analítico da documentação de 1932, sob sua guarda.
Mônica Cristina Araujo Lima Horta, gestora da Divisão de Acervo Histórico da Assembleia Legislativa, anunciou a novidade esta semana a partir do site da Assembleia.
“Este conteúdo foi processado a partir de 1962 pela comissão responsável pela concessão da Medalha da Constituição. A honraria era destinada a condecorar os que lutaram a favor de São Paulo na Revolução Constitucionalista de 32 contra o governo de Getúlio Vargas e seus aliados”.
A Revolução Constitucionalista teve início em 1932, quando tropas paulistas tentaram confrontar o governo de Getúlio Vargas, mas acabaram derrotadas e o confronto terminou em outubro do mesmo ano.
Antes do inventário, esta a documentação estava organizada apenas em torno da classificação dos nomes dos agraciados associados ao número do processo correspondente produzido pela comissão. A descrição do conteúdo de cada processo da documentação anexada não existia e, a partir de agora, pode-se associar cada combatente ou homenageado à sua cidade de origem, seus dados biográficos e à documentação pessoal remanescente.
Segundo a gestora, a importância da descrição detalhada da documentação remanescente do principal conjunto documental relativo à Revolução de 1932, pertencente à Assembleia Legislativa, está relacionada à produção (e reprodução) da memória, à pesquisa histórica e à gestão pública do Estado (visto tratar-se de documentação de caráter comprobatório para pedidos de pensão).
Ela ainda ressalta que desde a REvolução, várias iniciativas foram tomadas para preservação da história. “A começar pelo nome do prédio que abriga o Parlamento do Estado de São Paulo: Palácio Nove de Julho. Ou mesmo a exposição inaugurada em 2004, em parceria com o Instituto de Pesquisa Tecnológica da Universidade de São Paulo, em comemoração aos 170 anos da Assembleia paulista. Ela permaneceu até 2013 no hall de entrada da Assembleia”. Lima Horta explica ainda que, além do caráter memorialístico e historiográfico, a documentação inventariada tem também função comprobatória.
O Departamento de Documentação e Informação, especializado em legislação e assuntos jurídicos, está instalado no 3º andar. Atende a consultas com base em seu acervo de mais de 10.000 títulos e fornece orientações básicas quanto ao acesso e solicitação de informações públicas sobre a ALESP.
A Alesp fica na Av. Pedro Álvares Cabral, 201. Central de Atendimento ao Cidadão: 0800-77-25377. PABX: 3886-6000

 

Advertisement
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2020 Jornal São Paulo Zona Sul - Todos os Direitos Reservados