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Saúde

Animais têm reação e vacina antirrábica é suspensa

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Este ano, as pessoas estão aconselhando: não leve seu animalzinho de estimação à campanha de vacinação antirrábica. Por mais estranho que possa soar, o aviso tem fundamento: isto porque alguns animais, em especial felinos, têm apresentado reações muito fortes à vacina, que em 2010 foi modificada. Só na cidade de São Paulo, quase 600 pessoas registraram  queixas relacionadas às reações apresentadas por seus cães e gatos, sendo que 38% delas graves. Por isso, na tarde de ontem, a  Secretaria de Estado da Saúde decidiu recomendar, por precaução, a todos os municípios paulistas que suspendam imediatamente a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva animal. A Secretaria admitiu que tomou esta decisão porque o número de reações adversas notificadas à Coordenadoria de Controle de Doenças da pasta está acima do observado em anos anteriores, podendo, na avaliação dos técnicos da Secretaria, colocar em risco a vida dos animais imunizados.E o maior número de eventos adversos notificados vem justamente da capital e do município vizinho de Guarulhos, que têm ampla experiência na realização de campanhas de imunização de cães e gatos. Nessas duas cidades foram registradas 7 casos de choque anafilático em animais vacinados, dos quais seis morreram, sendo  quatro gatos e dois cães.Em São Paulo, em apenas dois dias foram notificadas 567 reações, 38% são consideradas eventos graves, como prostração, anorexia, dificuldade respiratória, convulsões e hemorragias. Nesse período, foram imunizados 121.691 animais em toda a cidade. Em Guarulhos, que já suspendeu a vacinação, houve 40 reações adversas entre 42.860 animais vacinados entre 9 e 13 de agosto.A maior parte das reações tem sido observada em gatos e nos cães de pequeno porte (em torno de 6,5 quilos de peso). Somente na cidade de São Paulo, 85,3% das reações ocorreram com gatos vacinados nos dias 16 e 17.Também foram constatados quatro óbitos, sendo dois de cães e dois de gatos, no interior de São Paulo. Nem todos os municípios paulistas iniciaram a campanha de imunização.O Instituto Pasteur, órgão da Secretaria, irá investigar os óbitos e as reações graves. A Secretaria informou ao Ministério da Saúde, responsável pela compra e distribuição das vacinas aos Estados, sobre os problemas surgidos, e aguarda orientações. Inicialmente, a Prefeitura paulistana havia declarado à imprensa que não deveria haver alarme e que as pessoas deveriam levar seus animais à vacinação. Ainda ontem, no site da Prefeitura, não havia notícia sobre a suspensão da vacinação e continuavam no ar as notícias orientando que se levassem os animais aos postos.Mas, a Secretaria Municipal de Saúde enviou nota, no início da noite, comunicando aos veículos de comunicação que a vacina foi suspensa temporariamente. “A suspensão temporária e preventiva se faz necessária para que o Município de São Paulo em consonância com a Secretária Estadual da Saúde, possa determinar a relação causal entre os casos notificados e a vacinação; especificar investigações adicionais, necessárias para a elucidação desses casos e a segurança da vacina”, diz o comunicado.A nota ainda “lamenta o ocorrido” e “solicita aos proprietários de animais que foram vacinados nos primeiros quatro dias de campanha que os observem e, caso apresentem alguns dos sintomas, 36 horas após a vacinação, que entrem imediatamente em contato com CCZ. Para mais informações: 3397-8900/ 8957/8918/8916.

 

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