Connect with us

Transporte

Ampliação do metrô reduz poluição e gera economia

Published

on

Em 22 de setembro, foi celebrado o Dia Mundial Sem Carro. A imicitiva existe para que governos e sociedade pelo mundo todo discutam formas de reduzir o uso do automóvel e ampliação de outros modais de transporte público ou mesmo individual – como bicicletas, roteiros a pé, patinetes… Em São Paulo, segundo a companhia do metrô, é uma boa oportunidade para mostrar que a expansão da rede metroviária é uma das principais estratégias para reduzir a dependência do transporte individual, melhorar a qualidade do ar e contribuir para as metas climáticas do Estado de São Paulo. Com a expansão da rede metroviária, o Estado caminha para evitar cerca de 2,5 milhões de toneladas de emissões atmosféricas por ano no horizonte de 2040, promovendo uma mudança estrutural no padrão de mobilidade urbana.

A substituição de modais poluentes por transporte sobre trilhos é uma das principais ações previstas no Plano de Ação Climática e Desenvolvimento Sustentável (PAC-2050), alinhado à campanha global Race to Zero, da ONU. Em um ano marcado pela realização da COP30 no Brasil, o Metrô reforça seu compromisso com a descarbonização do setor de transportes e com a melhoria da qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo.

Expansão da Rede

Hoje, a rede de metrô em SP soma 104,2 km considerando também as linhas concedidas. Até 2040, serão 279,1 km e 230 estações, um crescimento de quase 300%. A demanda diária da rede metroviária passará de 3 milhões para 8,1 milhões de passageiros, retirando milhares de veículos das ruas e reduzindo congestionamentos. A expansão promove a substituição modal e é essencial para atingir a meta de neutralidade de carbono até 2050.

Cada nova linha representa ganhos expressivos para a saúde pública, a economia e o meio ambiente. Considerando as obras de expansão em andamento e as linhas em licitação ou projeto, até 2040, a previsão é que haja uma redução anual de aproximadamente 2,5 milhões toneladas de emissões atmosféricas, 1,9 bilhão de horas economizadas e 17,5 mil acidentes de trânsito. Com a expansão do Metrô, São Paulo terá uma rede ampliada, mais integrada e eficiente, promovendo a mobilidade sustentável. Cada viagem de metrô significa menos carros nas ruas, menores emissões atmosféricas e mais tempo para as pessoas.

Zona Sul

Na zona sul da capital, há obras em andamento e outras ainda em fase de planejamento, com expectativa de operação apenas a médio ou longo prazo. A Linha Ouro, por exemplo, deveria já estar em funcionamento… há mais de dez anos!

Mas, várias mudanças de planejamento, problemas judiciais envolvendo a construção e alterações nos contratos levaram a um grande atraso nessa linha em monotrilho que tem como objetivo principal conectar o Aeroporto de Congonhas à malha metroviária da capital. A nova previsão é de que estará funcionando no segundo semestre de 2026.

Sua operação, segundo o metrô, vai gerar uma economia superior a R$ 200 milhões, com redução das emissões atmosféricas (poluentes e gases de efeito estufa) de 25.937 toneladas que representam menos R$ 8,95 milhões, redução de 208 acidentes, com economia de R$ 7,35 milhões, e redução do consumo de combustíveis estimada em 11.719.861 litros, o que representa R$ 55,17 milhões a menos. Sem falar na redução dos tempos de viagens, de 13.325.029 horas por ano a menos, com economia estimada em R$ 148,84 milhões.

Já a expansão da Linha Verde até a Penha, que também deve ser concluída nos próximos anos, como alternativa de acesso à zona leste da capital, pode representar uma economia em tempo de viagens que remete a quase R$ 600 milhões de reais, segundo o metrô. Já a soma de recursos reduzidos em emissão de gases de efeito estufa, acidentes e consumo de combustíveis nesse trecho pode chegar a R$ 100 milhões.

Mas boa parte dessa previsão de economia por redução no uso de automóveis ainda vai demorar a acontecer.

A Linha Rosa do metrô, por exemplo, é outra que deve impactar positivamente o trânsito aqui na zona sul da capital.

A linha vai conectar a região da Lapa, na zona oeste da cidade à região do ABC. Mas, passa por vários bairros como Pinheirosm, Itaim, Moema, Planalto Paulista, São Judas, Jardim da Saúde, Cursino, Vila Liviero, nesse trajeto.

Ainda estão sendo feito estudos, inclusive com diversas mudanças já feitas na localização de estações. Associações de moradores também tentam negociar e questionar o endereço de algumas paradas em Pinheiros. Assim, ainda não há previsão sequer de conclusã do projeto ou de início das obras.

A linha traria, segundo o próprio metrô, ao entrar em funcionamento, redução das emissões atmosféricas (poluentes e gases de efeito estufa) de 187 mil toneladas, com economia de mais de R$ 70 milhões. Diminuição de mais de 1500 acidentes ao ano, com custo menor em mais de 53 milhões. redução de quase 400 milhões em consumo de combustíveis e quase 200 milhões em diminuição do tempo de viagem.

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2025 Jornal São Paulo Zona Sul - Todos os Direitos Reservados.