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História

Aeroporto de Congonhas: crescimento espantoso

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o Aeroporto de Congonhas tem forte influência na história da região: crescimento, trânsito, riscos, barulho, geração de empregos, movimentação da economia… Entender esta história ajuda a estimular um bom debate sobre este que, embora pequeno – ocupa um sítio de apenas 1,5km2 de área – é o principal aeroporto executivo do país e um dos maiores do mundo, ainda, em movimentação de passageiros e cargas.
Na edição passada, o jornal SP Zona Sul mostrou como foi a evolução nos primeiros anos de Congonhas. O Aeroporto foi construído em uma área até então deserta, que ficava na divisa entre os municípios de São Paulo e Santo Amaro – um ano antes da inauguração de Congonhas, a vila vizinha foi anexada à capital paulista justamente por conta do interesse em se fazer ali a nova pista aeroportuária.
O nome vem de homenagem ao Visconde de Congonhas do Campo, Lucas Antônio Monteiro de Barros (1823-1851), que foi o primeiro governante da Província de São Paulo após a Independência do Brasil (1822) e o nome “congonhas” vem de um tipo de erva-mate comum na região de Congonhas do Campo (MG), cidade natal de Monteiro de Barros.
Para se ter ideia da evolução do movimento de Congonhas, basta dizer que já em 1957, cerca de duas décadas após sua inauguração, Congonhas só perdia para Londres e Paris, no mundo, em movimentação de cargas.
Já em 1970, eram realizadas 350 operações de voo diariamente, envolvendo 1.500 carros no pátio, 12.000 passageiros e 25.000 acompanhantes. O resultado era um total congestionamento, que exigiu novas ampliações. No início da década uma grande obra de ampliação na ala internacional do Terminal de Passageiros foi feita para abrigar o novo portão de embarque e a liberação de bagagem. Já em 1977, foi iniciada a construção do edifício de desembarque de bagagens da ala nacional, como complemento do prédio da ponte aérea.
Apesar da inauguração de Cumbica, que passou a receber voos internacionais, a partir de 1990 Congonhas tornou-se o aeroporto mais movimentado do país. Desde então, o fluxo de passageiros e aeronaves cresceu sistematicamente.
Em 2005, foi construído um edifício garagem para conseguir absorver a demanda de estacionamento, que então evoluiu de 1.200 para 3.414 vagas!
No ano passado, Congonhas recebeu em média 585 movimentações por dia, entre pousos e decolagens, e mais de 19 milhões de passageiros, interligando São Paulo a 30 localidades.

 

Foto 2

Foto 1

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1 Comentário

1 Comentário

  1. De Carli

    3 de março de 2020 at 21:43

    Primeiro Decreto de indenização , das áreas que pertenceram a Dolor Bernardino do Carmo , para a construção e o nascimento do aeroporto da capital de São Paulo , dentro dos padrões necessários da época , a ampliação e as obras já é uma outra historia , independente dessa história ……….http://imprensaoficial.com.br/DO/GatewayPDF.aspx?link=/1937/diario%20oficial/setembro/25/pag_0001_F717Q2QC8AE4Ve36TEUAAN8209C.pdf….. Um registro que foi ocultado por interesses políticos , devido a dificuldade de informação ..

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