Ecourbis
Ação sustentável no Carnaval do Ibirapuera
Em dias de folia na região do Ibirapuera, 200 catadores retiram toneladas de material reciclável do caminho dos megablocos e as levam até uma central de triagem montada pela Prefeitura de São Paulo no local, onde o material coletado pode gerar até R$ 250 por dia em remuneração direta.
Além de estimular a destinação correta dos resíduos gerados desde o início do Carnaval, a iniciativa contribui diretamente para a limpeza urbana, reduz impactos ambientais e amplia as oportunidades de renda para trabalhadores da cadeia da reciclagem. A ação é realizada em parceria com a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), com patrocínio da EcoUrbis e da Ambev.
A ação funciona por meio de um sistema estruturado de recebimento, pesagem, triagem e pagamento dos materiais recicláveis coletados em cada um dos oito dias de festa – incluindo o Pré-Carnaval (dias 7 e 8/02), Carnaval (dias 14, 15, 16 e 17/02) e Pós-Carnaval (dias 21 e 22/02), promovendo limpeza urbana, destinação correta de resíduos e inclusão social.
Ao chegar à central de triagem, os resíduos passam por pesagem imediata, com registro da quantidade entregue. Com base nesse volume, o valor correspondente já é calculado e liberado para pagamento.
Existem duas metas de coleta estabelecidas. A cada 15 quilos de materiais recicláveis, o catador recebe R$ 150. Com a entrega adicional de mais 5 quilos, recebe R$ 100 extras, podendo alcançar uma média diária de até R$ 250, conforme a quantidade coletada.
Após a pesagem e o registro, os materiais seguem para a triagem inicial, realizada no próprio espaço, onde os catadores fazem a separação por tipo de resíduo. Em seguida, os recicláveis são encaminhados para uma central de triagem da cooperativa, garantindo a destinação correta e o reaproveitamento dos materiais.
A estrutura montada para a iniciativa conta com área de recebimento e pesagem, setor de triagem e acondicionamento, além de caçambas específicas para armazenamento temporário.
O espaço também oferece tesouraria para pagamento, copa de apoio, depósito para guarda de pertences, tendas externas para triagem complementar — voltadas principalmente à separação mais detalhada de plásticos e alumínio —, além de banheiros, água disponível e três lanches diários para os participantes.
Papel social e ambiental
Segundo o secretário municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra, a iniciativa reforça o papel social e ambiental do Carnaval na cidade. “Essa ação alia sustentabilidade, limpeza urbana e geração de renda, valorizando o trabalho dos catadores e contribuindo para um Carnaval mais consciente, com impacto positivo tanto para a cidade quanto para as pessoas envolvidas.”
De acordo com o presidente da ANCAT, Roberto Rocha, a operação evidencia a importância desses profissionais para o funcionamento da cidade. “O trabalho dos catadores e catadoras é um serviço essencial em todos os períodos do ano, e durante o Carnaval esse papel se torna ainda mais visível. Essa operação demonstra organização, eficiência e impacto ambiental positivo, fortalecendo um modelo que une gestão sustentável de resíduos e inclusão produtiva.”
Para os catadores, o impacto vai além do aspecto financeiro, já que estão contribuindo com a reciclagem de materiais.

