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A perda auditiva pode causar Alzheimer?

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Essa é uma questão polêmica que tem sido amplamente discutida, ainda mais com o aumento progressivo da expectativa de vida e uma crescente notável nos índices de demência. Nesse contexto, esta é uma questão de extrema importância, mas para compreendê-la vamos abordar ponto a ponto.

Sabemos que a perda auditiva pode prejudicar de diversas formas as atividades diárias dos idosos. O que também precisamos entender aqui é que a perda auditiva envolve muitas outras funções como a memória, cognição, atenção e concentração.

Está claro que ouvir é uma função involuntária, afinal mesmo dormindo somos capazes de ouvir e não requer força ou desejo por parte do indivíduo. Porém, compreender o processo é muito mais complexo e, para esta função, é necessária a participação do cérebro.

O cérebro de quem tem perda auditiva não recebe informações e estímulos de maneira adequada, por essa razão, se torna mais vulnerável a manifestar precocemente sintomas de demência por falta de estimulação. Se não há audição, perde-se uma boa parte da estimulação cognitiva. Além disso, quanto maior é o tempo de privação sensorial, ou seja, quanto mais tempo o indivíduo passa com a perda auditiva sem tratamento, piores são os danos cerebrais.

Um estudo da Universidade John Hopkins, iniciado em 1998, acompanhou por 12 anos cerca de dois mil americanos, acima dos 50 anos, para comparar os cérebros de idosos com audição normal com aqueles que possuem deficiência auditiva. Esta pesquisa constatou que o risco de desenvolver Alzheimer aumentou vertiginosamente nos idosos com perda auditiva. O aumento foi tanto, que a cada 10 decibéis de perda de audição, o risco adicional de desenvolvimento da doença neurodegenerativa aumentava em até 20%.

Outro ponto é que além de todo o dano emocional e social causado pela perda auditiva, conforme ela progride, o nosso cérebro passa a gastar uma grande quantidade de energia para processar o som, que é uma tarefa relativamente simples e isso leva a uma diminuição da quantidade de energia remanescente para memória, raciocínio e concentração.

Entender o quanto a perda auditiva afeta a cognição e o funcionamento cerebral, nos sinaliza a importância de tratar o mais rápido possível a perda de audição, principalmente em idosos, mesmo quando a perda é leve.

 

O simples uso de aparelhos auditivos é capaz de estimular a audição e o cérebro de maneira adequada e evitar essa série de acontecimentos desastrosos.

 

FONOAUDIÓLOGA Alessandra Herrera

WhatsApp (11) 94197-4510

 

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