A polêmica veio à tona no final do ano passado: um grande grupo de shopping centers que atua no país todo estaria interessado em demolir os prédios da Cruz Vermelha, no Planalto Paulista, para construir ali um novo empreendimento comercial, com vários andares, subsolo profundo. Imenso – o terreno tem área estimada de 40 mil metros quadrados – fica em área nobre, em um dos principais corredores viários da cidade e próximo ao Aeroporto de Congonhas e a bairros como Moema, Campo Belo, Saúde, Vila Clementino e Vila Mariana.
Um alvará de demolição chegou a ser expedido pela Subprefeitura de Vila Mariana em setembro, mas como havia um processo de tombamento do prédio aberto no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp, a obra foi embargada e nem foi iniciada.
Agora, integrantes da Sociedade Amigos do Planalto Paulista (SAPP) estão preocupados por acreditarem que o processo está sendo acelerado e que a demolição deve ser aprovada. Por isso, estão conclamando moradores a se mobilizarem em um encontro na próxima segunda, dia 2 de agosto, às 08h30, em frente ao prédio da Cruz Vermelha, na Avenida Moreira Guimarães. A intenção é mostrar que moradores do Planato Paulista são contrários à ideia de um novo shopping. Eles acreditam que o empreendimento trará trânsito, barulho e perda da qualidade de vida no bairro, que é estritamente residencial.
O terreno da Cruz Vermelha, por estar voltado ao corredor norte-sul, estaria fora das restrições, de acordo com a nova Lei de Zoneamento. estaria dentro de uma Zona de Estruturação Urbana (ZEU) segundo proposta de lei de zoneamento elaborada pela Prefeitura.
Quando o tema surgiu no ano passado, o grupo empreendedor não confirmou a notícia – entretanto também não a desmentiu, limitando-se a soltar nota à imprensa de que “não comenta rumores de mercado”.
A Subprefeitura de Vila Mariana, por sua vez, alegava que o alvará de demolição havia sido expedido, porque, até aquele momento, nenhum processo de tombamento havia sido iniciado. A demolição foi autorizada em 9 de setembro e em 2 de outubro o Conpresp abriu o processo de tombamento. Em 26 de outubro, houve uma ação fiscalizatória, com emissão de Auto de Intimação de número 14760 para suspensão imediata da demolição. A Subprefeitura constatou, em vistoria realizada no dia seguinte, que a demolição não tinha sido iniciada.
Os moradores querem que no local seja criado o Parque da Cruz Vermelha. Um projeto de lei neste sentido já foi apresentado na Câmara Municipal, no final do ano passado.
A resolução do Conpresp diz que “os imóveis indicados são reconhecidos como portadores de valor histórico, simbólico ou cultural pelas comunidades locais e encaminhados à Câmara Municipal de São Paulo junto à revisão da Lei de Zoneamento pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano – SMDU”. Por isso, resolveu abrir o processo de tombamento como “Zonas Especiais de Preservação Cultural” (ZEPEC).

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2 Comentários

  1. Eu queria levantar uma questão aqui. Uma coisa que vocês não estão vendo com a Construção do Parque no Terreno aonde é a Antiga Cruz Vermelha é.
    Se houver a Construção de um Parque lá, o Aumento dos Usuários de Drogas irá aumentar, a Prostituição também, porque as Prostitutas e os Travestis, irão usar o Parque como Motel, nas Ruas que a no Entorno, o pessoal irá transformar em Estacionamento, e isso irá trazer, Flanelinhas para o Bairro, os Assaltos irão aumentar, pq terá várias pessoas vigiando as Casas para ver quem entra e sai, os Horários e quantas pessoas moram. Os Moradores de Rua irão aparecer aos Montes, as pessoas que tomam Ônibus ali, ficarão com medo, Porque terá mais Incidência de Furtos no Local, terá Tb abandono, porque a Prefeitura não irá fazer nada. Aí quem terá que cuidar vai ser a gente. A polícia não poderá fazer nada quanto aos Drogados e Moradores de Rua. Até mesmo porque eles estarão em uma Área Pública, de final de semana não irá dar para circular pelos arredores, porque estará lotado de gente. E se formos receber alguma visita em casa para um almoço de Domingo por exemplo, não irá dar. Porque? Porque as ruas estarão lotadas de carros, de pessoas que estão no Parque. A noite a mesma coisa. E com os Flanelinhas lá cuidando dos Carros, eles irão ver o entra e sai, e quando alguém viaja, aí acontece o que? Assaltos e Invasões quando na a ninguém nas casas. E a Polícia não poderá tirar eles de lá, porque muitos irão alegar que estão lá Legalmente. Se contraírem um Shopping, irá Gerar empregos, haverá estacionamento, então não haverá carros nas ruas. Aumentará a Segurança, porque haverá vários Seguranças do Shopping fazendo ronda em torno, 24 Horas. E o melhor praticamente de Graça, porque quem irá pagar é o Shopping. Já o Parque o que Ocorre.
    1. Abandono.
    2. Falta de Segurança.
    3. Moradores de Rua.
    4. Carros estacionados em frente às casas.
    5. Zona Azul.
    6. Flanelinhas.
    7. Drogados.
    8. Prostituição.
    E isso é uma Realidade, porque vocês acham o que? Que as Prostitutas e os Travestis, vão querer ir aonde? Num Motel ou Drive-in, fazer o cara que contrata o Serviço delas pagar, ganharem menos, ou vão preferir ir no Parque que é de Graça e Faturarem mais?
    Muitas pessoas ficarão com medo de pegar Ônibus lá, com medo de Serem Assaltadas, pelos Usuários de Drogas que irão surgir. As Mulheres ficarão com medo de pegar Ônibus lá, porque não saberão se terá um Maníaco lá para ataca-las a noite. E fora que o Desemprego irá aumentar, porque um Shopping contrata no Mínimo umas 3000 Pessoas para Trabalharem. Seja na Segurança, Limpeza, Atendimento ao Público, Manutenção, Manobristas, e as Lojas que geram vários Empregos no Decorrer do Ano. Ajudando a Muitas Famílias.
    Então pensem bem, se é isso mesmo que vocês querem. Olhem todos os Prós e Contras.
    Aqui vai alguns Pros e Contras.
    Pros.
    1. Segurança.
    2. Empregos.
    3. Revitalização.
    4. Valorização, dos Imóveis.
    5. Limpeza.
    Contras.
    1. Insegurança.
    2. Abandono.
    3. Drogas.
    4. Prostituição.
    5. Assaltos.
    6. Falta de Vagas para Estacionar nas Ruas.
    7. Sujeira.
    8. Flanelinhas.
    9. Moradores de Rua.
    Se vocês Também tem alguma coisa a Acrescentar, acrescentem. Mas vejam bem, se é isso que vocês querem, pois é só ver aonde tem Parques e aonde tem Shopping.

  2. Seus argumentos contra o parque são muitos rasos, Lino.

    Quando foi criada polêmica em torno da criação do Parque Augusta os argumentos contra eram exatamente esses. Que o parque traria prostituição, abandono, insegurança, etc. Um parque não traz nada disso. Quem traz essas coisas são as pessoas. Porém se isso bastasse para a não criação de parques eles sequer seriam criados e São Paulo seria um cidade sem parques, praças ou áreas verdes. Somente concreto, asfalto, vidro e aço. Árvores solitárias, plantadas isoladamente e estranguladas pelo concreto das calçadas simulariam as áreas verdes desse triste espaço. As pessoas circulariam nas ruas presas em seus automóveis ou helicópteros enquanto as crianças jamais sentiriam o calor da luz do sol. Brincar seria permitido somente na sala com video games ou em espaços fechados como os parquinhos de shoppings – lugares insalubres onde sobra barulho e falta alegria – ou ainda nas ridículas ‘áreas de lazer’ dos prédios.

    Provavelmente São Paulo seria a pior cidade do mundo.

    São Paulo não precisa de mais shopping Centers. Isso já tem demais aqui. São Paulo precisa de parques com árvores, pássaros, chão de terra com grama e o céu servindo de cobertura.

    Abraço e continue a discussão.

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