Correção das alças de acesso ao viaduto só esperam por aval da Prefeitura, diz centro de exposições. A empresa concessionária do espaço também alega já ter feito obras de proteção acústica

Barulho durante a madrugada e jovens alcoolizados fazendo algazarras pela rua do bairro residencial, com a realização de formaturas; trânsito congestionado e dificuldade de circular pelo próprio bairro em dias de feiras e congressos; sinalização confusa e riscos de acidentes nos demais dias.

Os moradores dos bairros Cidade Vargas e Vila Guarani, no Jabaquara foram à mais recente reunião do Conselho Comunitário de Segurança  – Conseg – Jabaquara, para se queixar de todos esses problemas, desde que houve a ampliação do São Paulo Expo (antigo centro de exposições Imigrantes), com consequente aumento do movimento local.

Para piorar, segundo a presidente da entidade, Miriam Bock, a Companhia de Engenharia de Tráfego tem dificultado o encaminhamento de pedidos e burocratizado o processo, na contramão do que propõe a atual gestão de João Dória como prefeito.

Presente à reunião, a prefeita regional Fátima Marques garantiu que está prestes a promover encontros com representantes da SP Obras, já que as alças de acesso feitas no viaduto Matheus Torloni para absorver o trânsito local apresentaram problemas e deverão ser refeitas. CET e representantes do São paulo Expo também devem estar presentes

Para reclamar do barulho, a população só conta com o PSIU – Programa de Silêncio Urbano. O problema é que o Psiu só atende pedidos feitos antecipadamente e a vizinhança do SP Expo não sabe quando haverá formaturas…

O jornal São Paulo Zona Sul também entrou em contato com o São Paulo Expo.

De acordo com Daniel Galante, diretor de Operações do centro de convenções, o projeto viário do entorno foi executado como definido no início. “Mas nos foi solicitada uma alteração. A construtora responsável pelo projeto executivo e pela obra já concordou em executar e estamos aguardando a emissão por parte dos órgãos competentes da formalização desta nova aprovação e do termo de permissão de início da obra”, disse ele, garantindo que o período para realizar as alteraçòes solicitadas é de 15 dias. E disse ainda que será paralelamente definido o novo projeto de sinalização, cuja implantação vai ocorrer no mesmo período da obra.

O diretor ainda pondera que já foi implantado um projeto de acústica no local e não há novas obras previstas nesse sentido. “As medições de barulho fora do pavilhão estão de acordo com as normas”, garantiu. O diretor explica que os visitantes são estimulados a usar transporte público e que sempre há táxis de plantão.

 O jornal ainda questionou se o São Paulo Expo pretende fazer algum projeto que beneficie comunidade local. “Hoje, fazemos a manutenção dos jardins no entorno do pavilhão e estamos trabalhando para aumentar a contratação de pessoas do bairro, aumentando assim a renda da população no entorno”. respondeu. “Além disso, já apoiamos várias ações da prefeitura regional, entre eles, durante os últimos anos, um projeto de recuperação ambiental nos arredores. Podemos analisar outros projetos sem fins lucrativos da região desde que alinhados com os conceitos do grupo a nível mundial”, concluiu.

 

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