Jornal São Paulo Zona Sul

San Francisco pretende zerar envio de resíduos a aterros até 2020

Os Estados Unidos são a nação que mais consome e também a que mais joga lixo no planeta. Mas há iniciativas louváveis e inovadoras por lá e que podem servir de inspiração para o mundo, quando se trata de evitar o envio de resíduos para aterros e buscar a não geração de resíduos.

A cidade de San Francisco, na Califórnia definiu uma meta ambiciosa: pretendem zerar até 2020 a remessa de resíduos sólidos para aterros.

Desde 1989, a Prefeitura vem investindo na educação ambiental, envolvendo de crianças a comerciantes.

Separação de lixo e técnicas de reciclagem estavam entre os conceitos transmitidos. Mas, ao mesmo tempo, a cidade investiu em pesquisa por novas tecnologias que permitam o reaproveitamento dos materiais descartados pela população.

Foram implantados programas com incentivos econômicos para quem recicla, as sacolas de plástico foram proibidas no comércio, o lixo orgânico passa por compostagem e há uma empresa responsável pelo gerenciamento do projeto. As ações dessa parceria incluem a separação de rejeitos – bitucas de cigarro, papel higiênico, fraldas e absorventes – e também de material que é danoso ao meio ambiente e não deve ser misturado ao lixo, como lâmpadas, baterias, pilhas, tintas…

Pelas ruas da cidade, há enormes containeres nas cores verde (para recicláveis), azul (para orgânicos) e pretos (para rejeitos).

Em 2011, os 850 mil habitantes da cidade produziam pouco mais de 2 milhões de toneladas de lixo por ano. Dessas, 1,6 milhão (80%) foram transferidas para a reutilização, reciclagem (incluindo materiais de construção e demolição) e compostagem de resíduos alimentares, papéis sujos de alimentos e resíduos de jardinagem. Além disso, San Francisco reduziu em 12% as emissões de gases de efeito estufa, retornando aos níveis de 1990.

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