Jornal São Paulo Zona Sul

Risco de Febre Amarela ainda ronda Zoológico e Botânico

O Zoológico e o Jardim Botânico de São Paulo recomendam que apenas pessoas imunizadas contra febre amarela visitem os espaços. A ação é preventiva e foi definida conjuntamente pelas Secretarias de Estado da Saúde e de Infraestrutura e Meio Ambiente na noite desta sexta-feira, 8 de fevereiro, quando foi confirmada a contaminação de um macaco. O bugio está vivo, isolado e sob monitoramento.

Além disso, a Prefeitura de São Paulo vai reforçar a vacinação no entorno do local, situado na região Sudoeste do município, que fará vacinação casa a casa em torno do ponto turístico, distância estimada de alcance do voo do vetor – a febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos Sabethes ou Haemagogus.

A vacina está disponível na rotina dos postos da rede pública de saúde e leva dez dias para garantir proteção efetiva.

Todos os paulistas devem se vacinar contra a febre amarela, caso ainda não estejam imunizados.

Moradores de qualquer região de SP precisam se prevenir contra a doença, sobretudo aqueles que residem ou visitam áreas rurais, de mata e ribeirinhas, onde há vegetação densa.

“Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelente, roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, orienta a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Sobre a vacinação

A vacina é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados. Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide).

Desde 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Além do reforço nas estratégias em locais que convencionalmente estavam no mapa de imunização, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas antes mesmo da chegada do vírus. Isso ocorreu na Região Metropolitana de Campinas e Rota dos Mananciais, ainda em 2017, bem como a realização da campanha no início de 2018, que abrangeu 54 municípios da Baixada Santista, Vale do Paraíba e Grande ABC, culminando na totalidade do Estado.

Nos últimos dois anos, mais de 15 milhões de pessoas foram vacinadas contra a febre amarela no Estado.

O número é duas vezes maior que o vacinação da década anterior, com 7 milhões de pessoas imunizadas entre 2006 e 2016.

De acordo com balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, de primeiro de janeiro de 2019 até o momento, foram confirmados 32 casos autóctones de febre amarela silvestre no Estado.

Destes, 9 evoluíram para o óbito. Em 2018, houve 502 casos e 175 mortes. Em 2017, foram 74 casos e 38 óbitos.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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