A vizinhança do viaduto Mateus Torloni está atenta e já se queixa: onde está a obra, prometida para começar em dez dias? Bairros como Cidade Vargas e Vila Guarani sofrem com os impactos no trânsito em dias de evento no São Paulo Expo, pavilhão e centro de convenções localizado no Jabaquara. Ali, embora tenham sido construídas novas alças de acesso ao viaduto Mateus Torloni, para absorver o tráfego do entorno, duas dessas novas vias foram interditadas ainda no dia de sua inauguração, em julho de 2016, e não foram mais reabertas.

A atual gestão afirma que o projeto de construção e adaptação, executado em 2016, não foi aprovado pela administração municipal – nem pela Companhia de Engenharia de Tráfego, nem pela Secretaria de Infraestrutura Urbana. Na “inauguração” das alças, havia representantes da CET, Subprefeitura do Jabaquara (atual Prefeitura Regional) e também do Centro de Convenções. Mas, na ocasião, os problemas já ficavam claros: a região estava totalmente congestionada por conta de um evento realizado no São Paulo Expo.

Novo atraso

Embora a promessa tenha sido, em 10 de maio, de iniciar as obras “em dez dias”, Siurb afirma que a intenção era de começar os trabalhos em 28 de maio, segunda passada. Em nota enviada ao São Paulo Zona Sul, a Secretaria alega que, por conta da paralisação dos caminhoneiros, as máquinas que irão operar no local estão sem diesel.

E garante que “a obra terá início logo que o abastecimento seja normalizado”.

Ressalta ainda que as adequações serão executadas pelos responsáveis da São Paulo Expo por meio de um Termo de Responsabilidade de Obra já aprovado pela SIURB e CET e não terão custos para a Prefeitura.

Sinalização

Outro problema no entorno do São Paulo Expo está relacionado ao traçado viário e sinalização, especialmente de solo. Na entrada da Rua Santa Antília, há uma “mão invertida” ou “mão inglesa” de trânsito que deixa confuso mesmo moradores do bairro e provoca erros por parte dos motoristas diariamente. Inadvertidamente, entram ou saem da via pela contra-mão.

As placas colocadas na área só confundem. E têm sido alvo de vandalismo – ou acidentes – de forma recorrente.

Outro problema da sinalização está na junção das ruas Amborés e Santa Antília. Na primeira, há placas indicando que o estacionamento é proibido, no sentido do viaduto Mateus Torloni. A rua Santa Antília, que é continuação da Amborés, não tem as placas mas, ainda assim, contam motoristas que usam a região e moradores, fiscais da CET multam quem estaciona ali.

Principalmente quem procura vagas e faz o retorno da rua Santa Antilia na Praça Barão de Angra não vê as tais placas de proibição.

O jornal São Paulo Zona Sul já enviou mais de cinco questionamentos à Companhia de Engenharia de Tráfego, sem resposta. Os moradores também têm buscado respostas e melhorias, comparecendo às reuniões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Jabaquara, que ocorre na terceira segunda-feira de cada mês no bairro (Praça 20 de Setembro, 2 – sede da Sociedade Amigos da Cidade Vargas). Sempre há um representante da CET nos encontros, mas até agora nenhuma mudança concreta se efetivou.

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