A Estação Eucaliptos foi inaugurada dia 2 março, no sistema de operação assistida, ou seja, sem cobrança de passagem e em horário de funcionamento restrito. Quinze dias depois, o horário foi estendido e, no início de abril, já tinha início a operação comercial. Já a estação Moema, última a ser inaugurada no trecho, abriu suas portas à população no dia 4 de abril, às vésperas da saída de Geraldo Alckmin do cargo de governador, para poder concorrer à presidência da república nas eleições em outubro próximo. Mas, até agora, sequer teve seu horário de funcionamento ampliado e continua em operação assistida.

Hoje, 29, depois da publicação de reportagem em edição impressa do Jornal SP Zona Sul, finalmente o metrô anunciou que o horário será estendido a partir da próxima segunda, 4 de junho. “A visita assistida gratuita na estação Moema (Linha 5-Lilás) será ampliada em duas horas e passa a receber usuários de segunda a sábado das 9h às 16h. A operação nesse formato é um padrão internacional para a abertura de novas estações de metrô e permite a apresentação da estação aos usuários, bem como a maturação dos equipamentos e sistemas. O horário de operação dessa parada, inauguradas este ano, será ampliado gradativamente até chegar ao funcionamento pleno, das 4h40 à meia-noite, com cobrança de tarifa, como em todo o restante da rede. Em caso de dúvidas, os usuários têm à disposição a Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), que atende diariamente, das 5h00 à meia-noite”, diz a nota da empresa. 

Mas ainda não há informações sobre a operação comercial (com cobrança de passagem) e horário regular.

Aliás, um mês depois de sua abertura, em 2 de maio, a operação assistida chegou a ser interrompida por “falha elétrica”. Alguns passageiros relatam que no trecho entre Eucaliptos e Moema, os trilhos fazem um barulho, como um estalo forte.

Vale ainda destacar que as novas paradas do trecho foram entregues sem as previstas portas de plataforma. O metrô alega que a empresa responsável, a Bombardier, está sendo multada pela falha.

Problemas também têm acontecido na Linha 15 – Prata, onde cinco estações foram também inauguradas por Alckmin no seu último dia no cargo. Ali, as falhas eram tão constantes que a operação assistida está suspensa.

Em entrevista esta semana como candidato, Alckmin afirmou que muitas das falhas ocorreram, no processo de construção das obras, porque as empreiteiras sofreram com a crise.

As estações Servidor AACD e Hospital São Paulo, ambas na Vila Clementino, já deveriam ter sido inauguradas, mas não há sequer previsão para que isso ocorra.

Aparentemente, essas duas novas paradas estão prontas, mas nenhuma data tem sido anunciada.

Procurada, a Companhia do Metropolitano informou que trabalha nos últimos itens de acabamento para finalização do trecho entre as estações Moema (já inaugurada) e Chácara Klabin da ampliação da Linha 5-Lilás. Segundo a empresa, neste instante estão em andamento a instalação dos sistemas de sinalização, controle de trens e telecomunicações.

Além de não divulgar data para as duas estações aparentemente prontas, o metrô também não ofereceu nenhuma previsão para a interligação da linha Lilás com as linhas Azul e Verde. As obras nas estações Santa Cruz e Chácara Klabin parecem ainda distantes da conclusão.

Estacionamento subterrâneo

O Metrô também explicou, essa semana, que sob o Parque das Bicicletas foi construído um estacionamento para dois trens para a linha 5-Lilás, a 30 metros de profundidade.

A área de 17,4 mil m² ficou interditada durante o período de obras e já foi inteiramente devolvida à Prefeitura de São Paulo nas mesmas condições em que foi recebida. Isso incluiu a reconstrução de 1.396 metros lineares de ciclovia, calçadas – com rampas, corrimãos e piso tátil –, além do gradil de fechamento do local e instalação da rede de drenagem e iluminação. A Companhia também plantou espécies arbóreas, como pitangueiras, ipês, paineiras e outras, junto de 8,3 mil m² de grama no projeto paisagístico do parque.

Parque das Bicicletas

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