Quem circula pela região da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na divisa entre Jabaquara e a região de Santo Amaro, tem a impressão de que as obras por ali são intermináveis.
Por um lado, os trabalhos para construir a linha Ouro – 17, do Metrô, estão atrasadas, chegaram a ser paralisadas e as previsões de conclusão são incertas. Ao anunciar a opção por obra em elevado, o Governo do Estado havia garantido que seriam mais ágeis e baratas, mas a realidade se mostra diferente.
Neste fim de semana, em continuidade às obras da Linha 17 – Ouro do Metrô, a Avenida Jornalista Roberto Marinho está sofrendo novas interdições temporárias, entre a Avenida Vereador José Diniz e a Rua Barão de Jaceguai, para estacionamento de guindaste e içamento de equipamentos.
No sentido Marginal Pinheiros, a interdição aconteceu na madrugada de quarta, 7, e quinta, 8. No sentido Aeroporto, vai ser neste fim de semana: de sexta-feira (09/12) à segunda-feira (12/12), sempre das 23h00 às 5h00 do dia seguinte
O desvio no sentido aeroporto deve ser feito virando à direita na Rua Princesa Isabel, à esquerda na Rua Joaquim Nabuco, novamente à esquerda na Rua Barão Jaceguai, retornando à Avenida Jornalista Roberto Marinho.
Moradias
Também esta semana, foi promovida uma audência pública na Câmara Municipal para tratar das obras da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada.
A Operação, aprovada em 2000 pela Prefeitura, também está praticamente paralisada.
Previa a ligação viária entre a Marginal Pinheiros e a Rodovia dos Imigrantes. Houve mudanças no projeto original, com a previsão de um imenso e caro túnel na nova proposta, que foi colocada de lado pela gestão Fernando Haddad. O prefeito disse que priorizaria a construção de habitações populares para atender as comunidades ribeirinhas ao córrego Água Espraiada, no Jabaquara, mas a promessa não se efetivou. No plano de governo do então candidato João Dória a obra sequer foi citada.
Na audiência pública realizada na Câmara esta semana, um representante das Favelas no Conselho Gestor da comunidade Vietnã, localizada no bairro do Jabaquara, João das Virgens da Silva, disse que parte dos recursos arrecadados para a Operação Urbana foi cedida ao metrô para as obras de expansão. Ali, há obras não só da linha Ouro como também da linha 5 – Lilás. O morador acredita que os 300 milhões de reais deveriam ter sido usados na construção de moradias populares previstas na Operação, e que representaria a realocação das famílas que hoje vivem em condições precárias nas favelas ao longo do Córrego. “Só foram construídos 426 apartamentos. Falta interesse. São 8.500 famílias”, disse.

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