Jornal São Paulo Zona Sul

Obra para minimizar trânsito vai começar no Jabaquara

Há dois anos, moradores da Cidade Vargas e Vila Guarani se queixam do trânsito no entorno do São Paulo Expo e das dificuldades no acesso ao complexo. Mas, agora, ao que tudo indica, o problema será ao menos minimizado com a correção de falhas no projeto original.  Procurada pelo jornal SP Zona Sul para questionar sobre a demora em retificar as alças de acesso, a Prefeitura enviou uma nota prometendo que as obras serão iniciadas em dez dias.

As alças foram construídas pelo próprio empreendimento, após alegada aprovação de projeto viário pela Companhia de Engenharia de Tráfego e Secretaria de Infraestrutura Urbana. A Secretaria, entretanto, nega que qualquer projeto tenha passado por seu crivo e análise* (veja correção abaixo). Em nota enviada ao São Paulo Zona Sul,

Já no dia da inauguração, em julho de 2016, foi necessário interditar uma das das novas alças, que deveria garantir o acesso da Rodovia dos Imigrantes – sentido litoral/São Paulo – para o São Paulo Expo e para os bairros do Jabaquara.

Um mega evento estava em andamento naquele mesmo dia e o trânsito do entorno ficou completamente congestionado.  Outra das alças também está sempre interditada e obriga motoristas que pretendem entrar no Jabaquara a entrar na Zona de Restrição Máxima de Circulação, ou seja, motoristas são obrigados a entrar na área onde podem ser multados por infringir ao rodízio de placas.

Já desde aquela época, Prefeitura e GL Events, a empresa concessionária responsável pelo São Paulo Expo, admitiam a necessidade de reformular o projeto e fazer correções, com obras.

Só que essa reformulação representaria, segundo a G: Events, novo processo burocrático, com necessidade de aprovação técnica do projeto. Em julho e agosto de 2017, o jornal São Paulo Zona Sul voltou a questionar os órgãos envolvidos – Secretaria da Infraestrutura Urbana, Prefeitura Regional do Jabaquara, Companhia de Engenharia de Tráfego e o próprio São Paulo Expo.

A previsão era de aprovação rápida e, de acordo com a concessionária do São Paulo Expo, a obra em si não levaria mais do que quinze dias.

Obra pronta?

Também procurada pelo São Paulo Zona Sul, a GL Events, que administra o São Paulo Expo e foi quem construiu as alças, insinua que as obras já foram feitas e falta apenas a CET abri-las para uso.

A nota da empresa pontua que “nenhuma intervenção por parte do São Paulo Expo foi efetuada nos locais indicados nos últimos meses, causando assim os problemas mencionados” e que “quaisquer alterações nas vias públicas, logística e urbanização é de responsabilidade da Prefeitura de São Paulo e da CET, assim como sua manutenção e curadoria”. Mas, por outro lado, indica que “pode-se constatar pessoalmente que houve alterações nas alças de acesso feitos pela GL events, depois que foram sinalizados problemas em sua execução”, e que a empresa, está apenas, neste momento “realmente esperando as liberações e processos da cidade”.

“Há vários eventos em que ficam impossível circular ou estacionar no bairro, entrar e sair das garagens”, diz Miriam Bock, líder comunitária local. “E os motoristas ainda sofrem se precisarem sair daqui em direção ao centro, porque obrigatoriamente têm que entrar na rotatória já interna do São Paulo Expo”, complementa.

Ela conta até que, recentemente, houve evento que congestionou o trânsito local a ponto de a própria CET decidir abrir as tais alças interditadas.

A nota da Siurb ainda diz que as adequações serão executadas pelos responsáveis da São Paulo Expo, por meio de um Termo de Responsabilidade de Obra que será firmado com a SIURB, sem custos para a Prefeitura.

Correção

Na edição impressa do jornal São Paulo Zona Sul, que circulou na sexta-feira, 11 de maio, publicamos que a obra havia sido aprovada pela Secretaria de Infraestrutura Urbana e CET. A assessoria da pasta, entretanto, entrou em contato para reforçar que, conforme nota enviada, o projeto técnico nunca passou pela pasta, nem mesmo na gestão anterior, como alegado na época da inauguração da obra (julho de 2016).

A nota ainda observa que a Prefeitura Regional do Jabaquara vem apontando a necessidade de readequação do projeto implantado, mas não explica por que houve demora de quase um ano e meio para aprovação dele, com manutenção da interdição durante todo esse período, já que a obra não terá custos para a Prefeitura.

Veja íntegra da nota:

“A alça de acesso do viaduto Mateus Torloni foi implantada na gestão passada, sem aprovação do projeto pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ciente do problema, a atual gestão da Prefeitura Regional do Jabaquara enviou o processo da obra para análise da Siurb e da CET, que apontou as mudanças necessárias no traçado da alça. As adequações serão executadas pelos responsáveis da São Paulo Expo, por meio de um Termo de Responsabilidade de Obra que será firmado com a SIURB. As obras devem ter início em até dez dias e não terão custos para a Prefeitura.”

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