Os  aterros sanitários têm vida útil limitada. Especialistas chegam a considerar que, em breve, São Paulo e outras metrópoles talvez tenham que “exportar” o lixo gerado por seus cidadãos. E essa conta será paga pela Prefeitura, ou seja, por todos nós. Uma alternativa que precisa ser discutida urgentemente é a redução na geração de resíduos que vão parar nos aterros, prolongando sua existência.

Há inúmeras maneiras de reduzir a quantidade de resíduos geradas por uma residência ou estabelecimento comercial. Mas, a primeira e principal atitude é prestar atenção no que temos colocado para fora de casa. Quantos sacos de lixo são colocados para fora em dias de coleta, tanto seletiva quanto tradicional? Essa tomada de consciência é o primeiro passo para a mudança de postura. A exemplo de outros países do mundo, o Brasil vem aumentando a quantidade de resíduos “per capita” gerados anualmente, que já ultrapassa um quilo por pessoa, por dia!

Só na cidade de São Paulo,  que resulta em 12.500 toneladas de lixo domiciliar enviadas diariamente aos aterros, por seus 12 milhões de habitantes. Aqui, listamos cinco medidas mais simples para reduzir a quantidade de lixo gerada diariamente por cada família.

Evite embalagens

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O consumidor vai ao shopping e compra um par de meias. Elas vêm em uma embalagem que, em geral, tem papel e plástico. E ainda leva esse produto em outra sacolinha, oferecida pela loja. Não seria melhor guardar diretamente esse par de meias na bolsa, junto à nota fiscal? Ao comprar frios, frutas e legumes no supermercado, não é possível evitar a bandeja de isopor, material de difícil reciclagem?

Alguns hábitos cotidianos precisam ser abandonados e, acredite, fará muita diferença. Repare na quantidade de embalagens que apenas vieram do supermercado ou loja para sua casa e foram diretamente para a reciclagem. Todas eram realmente necessárias? Muitos consumidores, atentos a esse excesso, têm inclusive optado pela compra de produtos a granel. Levam suas próprias sacolas e saquinhos plásticos ao comércio e feiras, recusam sacolinhas dispensáveis, não abusam das caixas de presentes.

Descartáveis, como canudos, copinhos de plástico e guardanapos devem ser evitados ao máximo, assim como aqueles saches individuais de temperos (mostarda, catchup etc) e cápsulas de café expresso. Dê preferência ao filtro de água ou galões em vez de garrafas de água mineral.  

Programe o cardápio

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Cada colher de arroz pronto que acaba no lixo pode ser considerada um valor desperdiçado do orçamento familiar. Deixar frutas, verduras e legumes estragando na geladeira é outra afronta à economia doméstica e ainda gera quantidade maior de resíduos em uma residência. Como evitar?

O primeiro e mais simples passo é programar o cardápio da semana e, especialmente em se tratando de perecíveis, calcular quando cada um deles será consumido. Ir ao supermercado ou feira sabendo o que é necessário comprar e atendo-se à lista é uma atitude responsável econômica e ambientalmente.

Outra dica para evitar o desperdício é recorrer ao freezer. Se a porção de arroz que restou é pequena, que tal congelar e, aos poucos, juntar com outras sobras? Há também técnicas para congelar legumes pré cozidos, que podem ser aproveitados em receitas futuras, evitando que se deteriorem.   Optar por sucos e outras bebidas naturais, além de mais saudável, evita o excesso de embalagens. O mesmo vale para refeições individuais prontas, vendidas em supermercados.

Faça doações

junk-1680921_1920Está sobrando? Esquecido em um canto? Sem uso na prateleira, no armário, na gaveta? Doe. Vale para tudo.

Quem faz uma festa em casa e, no final, percebe que sobrou mais que sua capacidade de consumo pelos próximos dias pode distribuir os alimentos entre os convidados ou vizinhos.

Tem um livro que leu há anos e está lá na estante, acumulando poeira sem nunca mais ter sido manuseado? Doe a um amigo ou biblioteca comunitária.

Entidades que fazem bazares com roupas, calçados, dvds, livros, cds, bijuterias, eletrodomésticos e eletroeletrônicos… Esses produtos serão comprados a preços módicos por quem não tem condições de comprar um novo e a verba resultante da doação ainda será importante para a manutenção do trabalho social realizado por aquela instituição.

Outra alternativa é aproveitar a internet: há vários sites de classificados online e grupos em redes sociais em que é possível vender ou trocar seus produtos.

Itens sem uso mas que não podem ser reaproveitados, como um eletrodoméstico ou móvel quebrado, por exemplo, devem ser levados aos ecopontos da cidade. Assim, haverá destinação correta de cada componente do produto.

Reaproveite

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Se a embalagem inevitavelmente veio com o produto, então, tente fazer novo uso dela. Um bom exemplo é o vidro. Quando o pote de geleia terminar, lave e guarde para guardar e congelar molhos, por exemplo. Uma garrafa de suco pode se transformar em garrafa para armazenar água e a de vinho pode até servir de vaso. Potes maiores podem se transformar em embalagens para armazenar feijão, aveia, farinha…  O mesmo vale para potes de plástico: não só o tradicional pote de sorvete se transforma em recipiente para guardar um resto de comida, mas também o copo plástico de requeijão ou de margarina podem guardar pequenas quantidades. Dessa forma, ainda é possível evitar a compra de potes e mais potes de uso doméstico. Vale lembra que o plástico vem do petróleo e leva mais de um século para se desintegrar na natureza.

Caixas, sacolas e papéis de presente igualmente não devem ter um único uso. Quando o uso da impressora for inevitável, tente aproveitar os dois lados da folha.

Reaproveite latinhas como pequenos vasos para plantar temperos que perfumam e enfeitam a casa e ainda podem ser usados nas receitas.

Recicle

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Consumiu apenas o necessário? Reduziu o uso de embalagens? Reaproveitou o que havia em casa? Eliminou o  desperdício? Evitou ao máximo “jogar fora”? Então, está na hora de selecionar os recicláveis e colocar todos os materiais – latinhas de alumínio, papéis limpos, plásticos dos mais diversos tipos – em um único saco e disponibilizar para a coleta seletiva. Coloque na rua até duas horas antes de o caminhão passar.

A EcoUrbis Ambiental, concessionária que atende o Agrupamento Sudeste (zonas sul e leste), presta os serviços de coleta domiciliar regular e de material reciclável. Os dois tipos de coletas são  realizados em dias diferentes e é também fundamental  que cada cidadão respeite os dias e horários em que cada um dos serviços é realizado.

Para saber quando a coleta seletiva passa em sua rua, ligue 156 (SAC/Prefeitura) ou confira no site da Ecourbis.

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