Já é senso comum que as calçadas de São Paulo são, no geral, muito ruins e que isso não só compromete a circulação de pessoas com mobilidade reduzida como também  dificultam a circulação de qualquer pedestre e ainda podem causar acidentes.

Mas, como resolver a questão em diferentes pontos da cidade, com topografias tão irregulares? Como resolver a questão de áreas onde antigas árvores estouram o cimento ou ocupam largura quase total do passeio? Esses são apenas alguns dos questionamentos que impediram todos os prefeitos mais recentes de efetivamente melhorarem as calçadas. Em especial fora do centro expandido e das ruas comerciais, o problema se agrava.

A responsabilidade pela conservação e garantia de acessibilidade, em tese, é do proprietário do imóvel. Mas, em alguns casos, nem o proprietário pode resolver… e ao que parece, nem a Prefeitura.

Um exemplo é o das calçadas muito estreitas. Elas existem em vias muito antigas, que simplesmente se formaram na cidade, décadas atrás, em processos de loteamento que não previram uma cidade marcada pelo trânsito.

Ruas de vila, ruas de bairro residenciais e mesmo ruas próximas a áreas comerciais muitas vezes têm largura inferior a 1,90m. A Prefeitura orienta que os proprietários com calçadas a partir de dois metros de largura, devem dividi-la em 2 faixas paralelas. Com mais de 2 metros, então é preciso que tenha 3 faixas. E aí define o que deve ser feito em cada trecho.

Mas, há vias na região com largura igual ou inferior a 0,5 metro! O que fazer nesses casos? A Prefeitura alega que o morador deve consultar a Prefeitura Regional para que um técnico possa avaliar, orientar em cada situação e emitir um parecer.

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