Ainda este ano, mais recursos devem ser aprovados para projetos habitacionais que vão beneficiar a comunidade da região do Jabaquara, envolvida com a Operação Urbana Água Espraiada. A informação foi dada essa semana pelo novo Secretaria de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, recém empossado pelo prefeito Bruno Covas (leia abaixo). Ele afirma que os vereadores devem liberar a construção de outras 950 unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) e lembrou que recentemente outros 250 apartamentos devem ser entregues. Já com relação à extensão da Avenida Jornalista Roberto Marinho em direção à Rodovia dos Imigrantes, Aly admite que as obras não devem ter início nesta gestão. “Não há recursos”, confirma.

Para a construção dos novos apartamentos, será preciso conseguir liberação de verbas junto aos vereadores. Bruno Covas nomeou Eduardo Tuma como secretário da Casa Civil, justamente com o objetivo de garantir melhor articulação política da Prefeitura com outros níveis de governo e também para coordenar a votação de projetos na Câmara Municipal.

O avanço das obras de construção de novas unidades habitacionais também é importante para liberar a área ocupada por favelas ao longo do Córrego Água Espraiada. Além das obras de extensão da avenida, essa região receberia um parque linear, de acordo com o projeto.

“Mas não adianta acelerar a remoção das famílias se não há previsão para a obra, ou a área pode voltar a ser ocupada”, avalia Aly.

linear

Ao longo do córrego, projeto original prevê implantação de imenso parque linear

Projeto

tunel água espraiada

Todo trecho em azul marinho seria construído em túneis. Mudança no projeto encareceu e adiou início das obras

O projeto da extensão da avenida foi completamente modificado durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab. Além de atravessar bairros não previstos inicialmente, como Vila Fachini e Vila do Encontro, a extensão da avenida passou a ter custo bem mais alto. Os motivos principais são o aumento do custo com desapropriações – que também geraram muitos protestos da comunidade desses bairros – e a previsão de que boa parte da extensão será feita de forma subterrânea, ou seja, por túneis.

A não construção da interligação entre a Marginal Pinheiros e a Rodovia dos Imigrantes impacta não somente no  transporte individual, no tráfego de veículos, propriamente dito. Até o transporte coletivo na cidade é prejudicado.

Isso porque, o projeto de expansão da Linha 17 – Ouro, em Monotrilho, prevê um trecho da estação Jabaquara até a estação Jardim Aeroporto, já em construção.

A linha já está em atraso no trecho em execução – que deveria ter ficado pronto para a Copa de 2014 e sequer será concluído antes da Copa 2018.

Para dar início às obras no outro ramal -projetado   Jabaquara/Congonhas – seria necessário que as obras da Operação Urbana Água Espraiada estivessem concluídas.

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3 Comentários

  1. Adriana Rocha on

    Boa Tarde! Sou moradora da comunidade Alba(Beira Rio) e gostaria de saber se tem alguma previsão de quando nós moradores dessa área, seremos removidos? Desde já, muito obrigada!!

  2. Quem já recebeu o apartamento terá acompanhamento de fiscais da prefeitura ou do CDHU , para constatar irregularidades em seu apartamento ou em seus contratos ?

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