Não é só na área da Cruz Vermelha que pode surgir um imenspo empreendimento comercial. Também na vizinhança do Aeroporto de Congonhas, um outro terreno imenso deve se transformar em megaloja. Está aberta uma licitação, pela Infraero, que vai resultar na  concessão de uma área de 28,5 mil m² na esquina da Avenida Washington Luiz com a Rua Tamoios.

Ali, funcinavam os antigos galpões da VASP, empresa aérea que faliu A Viação Aérea São Paulo foi criada em 1933 – três anos antes da abertura do próprio Aeroporto de Congonhas – e faliu em 2005. Desde então, os galpões representam uma área abandonada, que durante muito tempo ficou repleta de carcaças de aeronaves.

Já se tentou o leilão do espaço antes, mas imbroglios judiciais impediram que a concessão se efetivasse.

Agora, de acordo com a Infraero, a ideia é que se instale ali um empreendimento comercial que ofereça lojas de grande porte, com estacionamento e atividades comerciais suplementares e de serviços. O prazo da concessão será de 300 meses (25 anos.

O preço básico inicial é de R$ 40 milhões, valor que poderá ser parcelado em até três vezes após a assinatura do contrato, sendo R$ 20 milhões até o décimo dia útil; R$ 10 milhões em até 12 meses e o restante em até 24 meses. Além desse valor, o processo prevê um preço mínimo mensal de R$ 380 mil e 3% sobre o faturamento bruto mensal do concessionário.

“Além da localização privilegiada, a proposta da megaloja pretende aproveitar o potencial do negócio para oferecer opções de serviços à comunidade local, passageiros e usuários do aeroporto, que poderão contar com um centro de compras e serviços”, avalia o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira

Para atrair investidores, a Infaero também tem divulgado que os dados da economia local são promissores.  “A economia paulista corresponde a 32% do PIB brasileiro. Além disso, cerca de 31% da receita nacional de comércio vem do Estado, que conta com grande oferta e demanda de serviços, que o caracterizam como o maior polo do setor terciário nacional”, afirma o diretor Comercial da Infraero, José Cassiano Ferreira Filho.

Após a assinatura do contrato, o concessionário deverá apresentar os projetos e licenciamentos de construção do empreendimento em até 24 meses. Uma vez aprovados, os projetos deverão ser executados em 12 meses. “Nossa estimativa é que o estabelecimento entre em operação em 36 meses após a assinatura do contrato”, afirma o superintendente de Negócios em Áreas Externas e Serviços Aéreos, Claiton Resende de Faria.

As informações sobre o edital de licitação podem ser conferidas aqui.

A licitação da megaloja em Congonhas faz parte de uma estratégia da Infraero de ampliar a ocupação de áreas em diversos aeroportos. Há uma série de projetos em estudo, com destaque para o Inova Congonhas, que pretende expandir o aeroporto por meio de uma parceria com concessão comercial; a concessão do terminal de cargas de Manaus, dentro da nova estratégia de soluções logísticas da Infraero, entre outros.

Aeroporto

Também esta semana, o Governo Federal anunciou que pretende repassar à iniciativa privada, em 2018, a administração do aeroporto de Congonhas (SP), segundo mais movimentado do país. O leilão do Congonhas ocorrerá de forma separada dos demais. Ainda não está definido o modelo do leilão, mas o governo não descarta a possibilidade de a primeira rodada ocorrer ainda este ano.

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1 Comentário

  1. José Luís Amarante de oliveira on

    Deveriam faze um museu da aviação com aeronaves antigas da varigvCruzeiro entre outras aeronaves ou um museu da eronnautica da até pra montar um parque de diversões .

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