Ele tem se destacado como um crítico ácido do governador Geraldo Alckmin, a quem critica por estar “envolvido em um mar de lama” e também por falhas de gestão e planejamento. Aponta problemas em projetos como o Monotrilho (Linha 17, em elevado, do metrô), a expansão da Linha 5 – Lilás, o Rodoanel. José Américo Dias já foi subprefeito de Vila Mariana, vereador, secretário municipal (governos Marta Suplicy e Fernando Haddad) e agora ocupa o cargo de deputado estadual, eleito pelo PT.

“Boa parte das questões de mobilidade urbana da capital estão relacionadas à discussão política em nível estadual”, diz ele, que pretende concorrer à reeleição, em 2018. “Metrô, CPTM, monotrilho, o rodoanel, tudo isso é decidido na Assembleia Legislativa, assim como outras questões importantes: a despoluição dos rios que atravessam a capital, a distribuição de água, o tratamento do esgoto”, exemplifica.

Esta semana, o político esteve em visita à sede do jornal São Paulo Zona Sul, onde falou sobre sua visão das crises econômica e política atravessadas pelo Brasil na atualidade, sobre projetos e atuação parlamentar, além de tecer suas duras críticas ao comando tucano no estado.

O deputado petista acredita que o ex-presidente Lula está sendo perseguido pelo judiciário e pela mídia. Criticou, por exemplo, a recente decisão de acelerar o processo judicial da Lava-Jato que deve resultar no julgamento de Lula já no mês de janeiro. Ainda assim, avalia que Lula conseguirá disputar a presidência e ser eleito.

No cenário político estadual, José Américo acredita que seu partido também terá boas chances, com a provável candidatura de Luiz Marinho, e que Alckmin não fará seu sucessor.

Questionado sobre a atuação tímida da oposição na Assembleia Legislativa, José Américo diz que a bancada é pequena. “Entre 94 deputados, somos apenas 15 do PT, 2 do Psol e um do PCdoB”, enumera. “Mas ainda assim, conseguimos criar a CPI da Merenda e agora estou em busca de montar a CPI do Rodoanel”. Sob a justificativa de “O objetivo desta CPI é investigar o desperdício de recursos públicos, decorrente do improviso, da incompetência e da falta de planejamento por parte da DERSA, bem como os eventuais desvios criminosos de milhões de reais durante a construção do Rodoanel Mário Covas”, a requisição para implantação da CPI conta com 17 assinaturas, quando seriam necessárias 32 para ser implantada. “É muito dinheiro para uma obra que será subutilizada. Só o trecho norte, que tem vários problemas de projeto até por agressões ao meio ambiente, vai custar R$ 10 bilhões. É mais do que foi gasto para fazer a pista mais nova da Rodovia dos Imigrantes, em que pese a topografia da Serra do Mar e o fato de ser 9 km maior que este trecho do Rodoanel”, aponta.

Paralelamente, ele diz que busca apoio no Ministério Público Estadual para levar adiante as denúncias.
José Américo, que é jornalista formado pela Universidade de São Paulo, ainda falou sobre democratização da mídia e valorização da comunicação regionalizada no Estado de São Paulo. “É uma tendência mundial. As pessoas querem saber o que acontece na região onde vivem”, aposta.

José Américo também se interessou por propostas que aproximem mais a comunidade do que ocorre na Assembleia Legislativa.

É possível acompanhar o deputado e interagir com ele pelo facebook.

 

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