Jornal São Paulo Zona Sul

Ecopontos reduzem resíduos em aterros

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A geração de resíduos e sua correta destinação são desafios enfrentados, na atualidade, não apenas pelos paulistanos ou brasileiros, mas por toda a humanidade. Muitos ambientalistas alertam para o fato de que não existe “jogar fora”, já que não existe “fora” – o planeta é um só e todas as maneiras de destinar resíduos têm impacto ambiental. Por isso, é essencial prestar atenção a qualquer quantidade e tipo de lixo gerado.

As festas de fim de ano são símbolo de solidariedade e fraternidade, mas muitas vezes também evocam excessos do consumo e da geração de resíduos – até na quantidade de embalagens e descartáveis que vão para o lixo.

É importante lembrar que a coleta seletiva leva boa parte desse material: sacos e papeis de presentes, caixas, garrafas de bebidas usadas nas ceias, plásticos, latinhas de metal. Se possível, entretanto, antes de encaminhar para a reciclagem, evite a geração recusando sacolas em excesso, reaproveitando materiais para outros fins.

O programa de coleta seletiva de São Paulo já cobre cerca de 70% dos distritos da cidade. Nas zonas Sul e Leste da capital, o serviço é prestado pela concessionária Ecourbis Ambiental, que chega a passar até duas vezes por semana em vários bairros, com caminhões especiais para esse tipo de coleta diferenciada.

Para conferir o horário em sua rua, visite: ecourbis.com.br/e-coleta.aspx

De acordo com a Prefeitura, são coletados anualmente, em média, 78 mil toneladas de recicláveis em toda a capital, por concessionárias e cooperativas, e esse montante de resíduos é destinado às 24 cooperativas habilitadas, que fazem a triagem e comercializam o material, gerando renda para os catadores.

Entulho e bagulho

Outra coisa bastante comum nessa época do ano são pequenas reformas e troca de móveis, objetos de decoração, pneus para viajar… Sem falar nos serviços de jardinagem doméstica, que geram também grande quantidade de folhagens e galhos.

Pra onde vai todo esse material? “Eu sempre fui consciente e evitei entregar objetos ou entulho, mesmo que em pequena quantidade, para carrocinhas e serviços não autorizados. Isso porque perto da minha casa havia pontos de despejo irregular de entulho e eu achava aquilo um desrespeito com a cidade”, relata Marcos Irineu, morador de Mirandópolis há mais de 40 anos. “Em 2007, foi inaugurado um ecoponto aqui pertinho de casa e pensei – ‘agora vai facilitar, as pessoas não vão mais jogar sofás velhos, móveis quebrados e entulho na via pública’. Realmente, melhorou muito, facilitou. Mas ainda tem quem desrespeite a lei”, lamenta.

Ele mesmo usa muito o serviço do Ecoponto para destinar corretamente objetos inservíveis. “Já levei sofá velho, tacos que removi da minha casa, telhas quebradas que substituí… É muito fácil, especialmente porque o horário de funcionamento é estendido. Mesmo nos fins de semana, está aberto”, conta.

Tempos atrás, o morador também fez consertos em sua calçada, o que gerou pequena quantidade de entulho. O próprio saco do cimento que usei serviu para guardar os pedregulhos que sobraram, os restos de areia e pedaços retirados da calçada antiga foram pra lá, sem burocracia e sem deixar nada de sujeira em casa”, relembra.

Posto de Entrega Voluntária

Marcos ainda conta que muitas vezes nem espera pela coleta seletiva para destinar recicláveis. “Garrafas pet e de vidro, geralmente, eu levo mesmo é no Ecoponto. Junto várias de uma vez, dou uma enxaguada e ponto – coloco em alguma caixa e levo até lá”.

Ele percebeu que muitos de seus vizinhos, com quem conversa frequentemente, nem sabiam que é possível levar recicláveis para lá. Mas, todos os ecopontos da cidade contam com PEVs – Postos de Entrega Voluntária de recicláveis.

Da mesma forma, quando cuida das plantas de seu quintal, o morador leva folhagens e galhos para o Ecoponto, que fica na esquina das Avenidas Senador Casemiro da Rocha e José Maria Whitaker. “Acho que para o caminhão da coleta de lixo deve ficar só o lixo que a gente gera na cozinha e nos banheiros.

De resto, tudo que puder ser encaminhado de maneira diferente é melhor”, conclui

Realmente, entregar entulho, móveis velhos, restos de jardinagem e material reciclável nos ecopontos permite que haja uma triagem e destinação adequada a cada tipo de item. Dessa forma, o lixo encaminhado pela coleta domiciliar tradicional para aterros sanitários é reduzido.

Crime ambiental

Nos ecopontos espalhados por toda a cidade, a população pode fazer entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 metro cúbico por dia), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis.

As unidades não recebem orgânicos, materiais industriais (graxa e tinta, por exemplo), telhas de amianto, lâmpadas fluorescentes, resíduos hospitalares e eletroeletrônicos. O material pode ser disposto gratuitamente pelo próprio morador em caçambas distintas para cada tipo de resíduo. A intenção da

Prefeitura de São Paulo é aumentar o número de unidades.

Vale destacar que o descarte irregular de lixo e entulho é considerado crime ambiental e passível de multa de R$ 18.420,79. As punições são aplicadas de acordo com a lei 13478/02.

Em caso de geração de quantidades maiores de entulho, é necessário contratar uma empresa habilitada de caçambas. A lista também está disponível no site da prefeitura.

Atualmente, existem 102 ecopontos na cidade, número que deve ser ampliado, de acordo com a Prefeitura.

Todos os Ecopontos funcionam de segunda a sábado, das 6h às 22h, e aos domingos e feriados, das 6h às 18h. Os endereços podem ser obtidos pelo telefone 156 ou no site www.prefeitura.sp.gov.br.

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