Como muitos paulistanos já imaginavam, as obras da Linha 5 do metrô não serão concluídas em dezembro como prometido. O prazo foi adiado pela Companhia do Metrô. Novamente…

Não vai ser tão já que o trânsito ao redor da estação Santa Cruz será liberado, nem que terminarão transtornos como a sujeira, a circulação de caminhões, o barulho. No ano passado, as três primeiras paradas haviam sido prometidas para o mês de abril, mas foram entregues apenas em setembro.

Ainda assim, até agora estavam operando em horário reduzido, que esta semana foi ampliado. Já as demais sete paradas prometidas para dezembro, só vão começar a receber passageiros em 2018 e, ainda assim, paulatinamente.

O calendário de entrega dos novos trechos da linha passou a ser: janeiro, para a estação Eucaliptos; fevereiro, para Moema, AACD Servidor e Hospital São Paulo; e abril, para as duas integrações Santa Cruz (que representa a conexão com a Linha 1 – Azul) e Chácara Klabin (interligada à Linha 2, Verde).  Abril é o prazo para o governador Geraldo Alckmin se desincompatibilizar do cargo, caso seja ele o candidato do PSDB à presidência.

A estação Campo Belo, única que estava prevista para ser concluída no primeiro trimestre do ano, foi adiada para daqui um ano: dezembro de 2018, o que representará a conclusão de toda a expansão. Se é que o prazo não será adiado novamente.

Em nota, o metrô explicou que o Consórcio Heleno da Fonseca/Tiisa atrasou as obras das novas estações e do poço de ventilação e saída de emergência Rouxinol, trazendo impacto para a implantação de sistemas, principalmente o de ventilação principal, que é imprescindível para a obtenção do AVCB (Corpo de Bombeiros).

O Metrô informou ainda que já abriu processo administrativo para multar o consórcio em R$ 4,6 milhões. Nas interligações com as estações Chácara Klabin e Santa Cruz, recursos administrativos atrasaram o processo de contratação da empresa que atua na conclusão dos acabamentos.

A companhia ainda defende que a ampliação da Linha 5-Lilás conta atualmente com 4.300 funcionários trabalhando aceleradamente para a conclusão de sete estações que estão em obras e com os serviços para a instalação de sistemas.

A linha 5 vai ligar bairros do extremo Sul à região central, com a conexão de bairros como Santo Amaro à Vila Mariana. O metrô é um antigo sonho dos moradores dessa área da cidade, que parecia prestes a ser concretizado quando as obras começaram ainda em 1998, há praticamente 20 anos. O primeiro trecho, com seis paradas, foi entregue quatro anos depois, mas sem conexão com o restante da malha viária, ligando as paradas Capão Redondo e Largo 13 de Maio.

A retomada das obras só aconteceu em 2008, com promessa inicial de conclusão para 2014. Denúncias de concorrência viciada fizeram com que a obra fosse interrompida em 2010, mas já no ano seguinte os trabalhos foram retomados. Ainda assim, os prazos deixaram de ser cumpridos.

A estação Campo Belo, única que estava prevista para ser entregue em em 2018, no mês de março, será concluída só daqui um ano, em dezembro de 2018. Isso se não houver novos atrasos…

Prédios

O Jornal São Paulo Zona Sul também questionou a Companhia do Metrô sobre a necessidade de tantos prédios externos, junto às novas estações. Várias paradas da expansão da linha 5 contam com edifícios laterais às entradas das estações, com vários andares.

Segundo o metrô, os edifícios anexos que vão abrigar equipamentos essenciais para o funcionamento da estação, como geradores e alternadores, além de salas de cabeamentos e controle de sistemas, em instalações que vão facilitar o acesso de funcionários para a manutenção, diferentemente das salas técnicas de estações antigas, que foram construídas adequadas à realidade da época.

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