Até o final da noite de ontem, a Prefeitura mantinha a informação de que a coleta de lixo estaria suspensa na cidade nessa sexta-feira, por conta da greve dos caminhoneiros, que por sua vez resultava na falta de combustíveis para os caminhões da cidade.

Na manhã dessa sexta-feira, a Amlurb informou que a coleta de resíduos domiciliares (lixo comum e recicláveis), a maior parte dela realizada à noite, pode ser normalizada ao longo desta sexta-feira. A empresa busca alternativas e espera normalizar o abastecimento dos veículos ao longo do dia.

Houve uma tentativa de retirar 180 mil litros de combustível em São Bernardo para os veículos de coleta, mas também não foi possível convencer os motoristas a dirigir os caminhões, mesmo com a presença da Polícia Militar. Apesar das dificuldades, as empresas conseguem colocar parte da frota na rua.

O ideal, portanto, é que os munícipes se mantenham atentos à passagem do caminhão e, caso a coleta não se efetive em sua rua, recolher o lixo deixado.
 Serviços críticos como a limpeza de pós feiras, recolhimento de animais mortos e coleta de resíduos hospitalares, no entanto, serão executados normalmente.
Os Ecopontos também estarão fechados. Os resíduos coletados nesses locais são encaminhados a aterros localizados em rodovias federais e estaduais, muitas delas bloqueadas pelos caminhoneiros, impedindo a chegada dos caminhões aos aterros. Os serviços de limpeza urbana como a varrição de vias e logradouros serão reduzidos.

Justiça

A Prefeitura de São Paulo recorreu à Justiça nesta quinta-feira (24) para garantir o abastecimento de combustível para os ônibus da frota municipal e para os caminhões que fazem a coleta de lixo na cidade. As empresas do sistema municipal de transporte estão com baixo estoque de óleo diesel por causa da greve nacional dos caminhoneiros. Outros serviços essenciais também podem ser afetados nos próximos dias.

São citados no pedido à Justiça o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e Região. Leia a ação cautelar, com pedido de liminar, na íntegra

A Prefeitura pede a imediata cessação dos atos de protesto que impeçam “a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de ônibus do transporte público do Município de São Paulo das distribuidoras” e “a saída dos veículos destinados ao abastecimento da frota de veículos envolvidos nos demais SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS – Limpeza Urbana, ATENDE, SAMU, etc”. O governo municipal solicita, ainda, a fixação de multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

Leia também: Rodízio está suspenso e só 50% da frota de ônibus estará nas ruas nessa sexta

 

lixo

SAÚDE

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informa que todas as unidades estão funcionando normalmente e que, até o momento, não houve registro de falta de medicamento ou de outros insumos.
Com relação às ambulâncias, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-SP) informa que todas os veículos operacionais foram abastecidos estrategicamente entre a noite desta quarta-feira (23) e a manhã desta quinta-feira (24). Além disso, foi feita uma reserva de combustível para possíveis faltas e o abastecimento de ambulâncias reservas. Sendo assim, o serviço de atendimento do Samu-SP segue normalizado.

EDUCAÇÃO

A Secretaria Municipal de Educação informa que as aulas estão mantidas em toda a rede. A merenda escolar está garantida nesta sexta-feira. A partir de segunda-feira, no entanto, pode haver impacto na entrega de produtos perecíveis. Os demais insumos são mantidos em estoque e serão preparados normalmente. A partir de segunda também pode haver problemas na entrega do programa Leve-Leite.
A Prefeitura está empenhada em minimizar os transtornos causados pela greve e recomenda à população que evite deslocamentos desnecessários nesta sexta-feira.
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