Segunda, dia 18, moradores de bairros como a Cidade Vargas e a Vila Guarani vão se reunir para debater que medidas pretendem tomar para que o trânsito no bairro seja alvo de mais atenção por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego e outros interessados do bairro.

Desde que foi ampliado o centro de convenções São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes ou Parque da Água Funda), circular pelo bairro de carro, sair ou entrar nas garagens, estacionar no comércio do bairro tornaram-se tarefas inglórias, em dias de evento.

Embora o empreendimento conte com um também novíssimo estacionamento, dotado de mais de 5 mil vagas, boa parte dos motoristas procura economizar o valor cobrado – cerca de R$ 35/40 – para estacionar nas ruas dos bairros vizinhos. Até mesmo em pontos proibidos.

E esta não é a única queixa dos moradores. “Agentes da CET concentram sua atuação na orientação dos eventos e raramente entram nas ruas do bairro para ordenar ou trânsito”, conta Miriam Bock da Sociedade Amigos da Cidade Vargas e integrante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Jabaquara.

Na segunda, 18, o Conseg tem sua reunião mensal às 19h, aberta e livre à participação de qualquer interessado. “Enviamos ofícios à CET para que compareça e possamos discutir cada um dos transtornos que a comunidade tem atravessado”, conta.

A Prefeita Regional do Jabaquara, Maria de Fátima Marques, também estará presente.

A reunião acontece na sede da Sociedade Amigos da Cidade Vargas, à Praça 20 de Setembro, 2 – final da Rua Onze de Fevereiro, próximo ao terminal Jabaquara do metrô.

Leia mais aqui, sobre a reunião, já realizada

Obra viária no bairro sofre várias críticas

A comunidade local também está se queixando da obra que foi realizada no bairro por conta da ampliação do centro de convenções.

A legislação na capital paulista estabelece que, quando um grande empreendimento surge ou é ampliado, torna-se responsável pelos gastos com a adequação da sinalização viária em seu entorno, para minimizar os impactos que vai gerar na circulação. Torna-se um “pólo gerador de tráfego”. Foi o que aconteceu com o SP Expo, que finalizou uma alça de acesso que estava com obras paralisadas no bairro e também construiu outras , para absorver a circulação em dias de eventos.

Mas, os moradores ficaram muito insatisfeitos com o resultado. O primeiro problema – e mais visível – está nas ilhas construídas na entrada da Rua Santa Antilia, esquina com Avenida Getúlio Vargas Filho e Praça Jutaí.

Ali, o trânsito deve fluir à esquerda, em uma espécie de “mão inglesa”, invertida. Cotidianamente, motoristas se confundem, não entendem o sentido correto, alguns percebem o erro e dão ré, enquanto outros seguem pela “contra-mão”, inadvertidamente.

A sinalização é bem falha e só indicada em placas baixas, junto às ilhas. Não há sinalização horizontal, ou seja, marcações de solo que facilitariam a compreensão por parte dos motoristas.

“A sinalização toda na área tem falhas. As indicações para a entrada para o bairro e para o SP Expo também são confusas”, aponta Miriam. Uma das principais falhas, ela conta, está no sentido litoral-capital da Rodovia dos Imigrantes. Motoristas que consideram que é possível chegar ao SP Expo pela alça após o viaduto, acabam percebendo tarde demais que está fechada e precisam ir até o viaduto Aliomar Baleeiro, já na área de circulação restrita da cidade (rodízio) para fazer o retorno e se obrigam a circular também pelas ruas dos bairros vizinhos, o que poderia ser evitado.  Há ainda críticas com relação ao traçado das alças que garantem o acesso do bairro à Rodovia dos Imigrantes, sentido litoral, com curva muito acentuada.

Para participar da próxima reunião, basta comparecer à Sociedade Amigos da Cidade Vargas na segunda, 18, 19h30: Praça 20 de Setembro, 2 – final da rua Onze de Fevereiro, próximo ao terminal Jabaquara do metrô.

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