Nem tudo que é reciclável é efetivamente reciclado. Para que um artigo qualquer feito de plástico, metal, papel ou vidro seja transformado e volte a ser matéria prima para um novo produto, é preciso que ele seja devidamente descartado, acondicionado corretamente e encaminhado pela coleta seletiva.

E ainda tem mais: para que um artigo seja realmente reciclado, é preciso haver técnicas disponíveis, material disponibilizado em quantidade suficiente e interesse de mercado.

Um bom exemplo para entender esse processo e a equação que envolve o interesse por itens recicláveis é o BOPP, um tipo de plástico. O Bi-axially Oriented Polypropylene (BOPP) ou, película de polipropileno biorientada, tem um nome que soa complicado mas está muito presente em nossas vidas. É aquele plástico fino, em geral com leve camada metalizada, que envolve biscoitos, barrinhas de cereais, rótulos, sopas instantâneas e sucos de envelope, entre outros. Para ter certeza, basta procurar o símbolo de material reciclável, envolvendo a sigla BOPP na embalagem.

Apesar de muito usado e de já haver técnicas de transformação disponíveis, o BOPP é ainda pouco aproveitado pela indústria da reciclagem.

Há, entretanto, iniciativas interessantes, como um projeto da Universidade Federal de São Carlos, que já existe há mais de sete anos, transforma o BOPP em um tipo de papel bastante resistente, que ganhou o nome registrado de Vitopaper e foi licenciado para uma indústria paulista.

Na Zona Sul da capital, uma outra indústria multinacional também desenvolve projeto para separação de embalagens BOPP que depois se transformam em displays de plástico para expor estes mesmos produtos em pontos de venda.

Há ainda iniciativas que visam à transformação das embalagens BOPP em outros produtos, sem reciclagem, através do chamado “upcycle”, que é o aproveitamento direto do material. Há até bolsas feitas de embalagens de salgadinhos ou sacolas retornáveis.

Projetos assim fazem aumentar o interesse por diferentes materiais recicláveis.

Cabem ao consumidor algumas medidas para contribuir nesse processo de reaproveitamento e reciclagem. Além de fazer consumo consciente dos materiais de difícil aceitação no ciclo completo da reciclagem, o consumidor deve estar sempre atento e disposto a valorizar produtos resultantes dele. Ou seja, não basta encaminhar de maneira adequada materiais recicláveis, pela coleta seletiva. É importante também consumir itens feitos a partir de produtos reaproveitados ou reciclados. 

Para saber a data e horário da coleta seletiva, acesse: www.ecourbis.com.br.

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