Doenças que eram consideradas erradicadas do Brasil e que podem matar crianças, como a poliomielite e o sarampo, estão de volta. O surto já resulta em mortes e preocupa autoridades.

Há várias especulações sobre o motivo de as doenças terem reaparecido, mas a redução da cobertura das vacinas é a explicação central. A grande dúvida, na verdade, é por que tantas crianças estão deixando de receber vacinas que podem salvar suas vidas. Teorias conspiratórias e correntes falsas na internet podem ter afastado alguns pais da vacinação.

Agora, Prefeitura, Governo do Estado e Federal começam a Campanha Nacional de Vacinação nesse fim de semana. Além disso, a Prefeitura, por exemplo, promete exigir a carteira de vacinação de toda criança matriculada na rede municipal de ensino e acompanhar a aplicação das doses, duas vezes por ano, notificando as autoridades de saúde em casos de vacinas não aplicadas.

Pela cidade

Todas as unidades de saúde do município de São Paulo estarão abertas nesse sábado, das 8 às 17 horas, para início antecipado da Campanha Nacional de Vacinação. A ação preventiva desenvolvida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue as orientações do Ministério da Saúde (MS) e se estende até o dia 31 de agosto.

A campanha tem como público-alvo crianças entre 1 e 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, que receberão as vacinas contra a poliomielite (também conhecida como paralisia infantil) e a tríplice viral, que, além do sarampo, também imuniza contra a caxumba e a rubéola.

O esquema da vacina contra a poliomielite consiste em três doses aplicadas na criança menor de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e duas doses de reforço administradas aos 15 meses e aos 4 anos.

No caso do sarampo, a primeira dose da vacina tríplice viral é administrada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. Neste caso, é aplicada a vacina tetra viral, que também protege contra varicela.

As crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem participar da campanha, mesmo que todas as doses tenham sido recebidas no período correto.

Crianças menores de 2 anos de idade NÃO devem tomar simultaneamente as vacinas contra o sarampo e a febre amarela. É recomendável um intervalo de 30 dias entre as doses, sendo que a dose da campanha deve ser priorizada.

Só na Grande São Paulo, devem ser aplicadas mais de um milhão de doses.

A lista com todas as unidades que participarão da campanha pode ser acessada neste link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/index.php?p=260880

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