Em 2006, foi criada uma lei na cidade que estabelece a obrigatoriedade de aterramento da fiação que hoje domina a paisagem das ruas paulistanas, de postes em postes. Mas, até agora, muito pouco avançou nesse sentido. Essa semana, AES Eletropaulo e Prefeitura anunciaram uma parceria para garantir que as redes aéreas desapareçam… Mas ainda em uma área muito pequena da cidade. A Zona Sul da Capital ou apenas bairros mais próximos à região central como Vila Mariana, Saúde, Jabaquara e Cursino não estão entre as áreas onde os fios passarão a ser subterrâneos nem há previsão de quando isso irá ocorrer.

A fase inicial anunciada pela Prefeitura engloba basicamente a região central da capital. Em uma segunda etapa, ainda este ano, alguns trechos da Vila Olímpia passarão pelo projeto, que ganhou o nome de Cidade Linda – Redes Aéreas. Depois, a área em torno do Mercado Municipal também será beneficiada, mas só no ano que vem.

Na região central, serão removidos 52 quilômetros de cabos de telecomunicações e 2109 postes. Na Vila Olímpia, serão apenas quatro quilômetros de rede de energia e seis de telecomunicação, além da remoção de 321 postes. No entorno do Mercadão, no início de 2018, a AES Eletropaulo prevê enterrar 9 km de fios elétricos e retirar 584 postes.

A remoção acontee em parceria com as empresas de telefonia e só a concessionária de energia projeta um investimento de R$ 60 milhões nestas fases iniciais, que atingem quase 140 vias.

Um estudo indica que, no ritmo atual, a cidade levaria quase 200 anos para ver aterrados seus 41 mil quilômetros de cabos suspensos. Além da fiação de energia, ainda estão nos postes paulistanos cabo de telefonia, tv por assinatura, internet…  Entretanto, não há dúvidas de que é preciso começar. “O ganho para cidade não é apenas estético, as empresas vão oferecer serviços de melhor qualidade e seus clientes não serão mais prejudicados por interrupções por causa de uma chuva forte ou a queda de uma árvore”, afirma o secretário municipal de Serviços e Obras, Marcos Penido.

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